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Como seria se o fisioterapeuta pudesse fazer o procedimento de aspiração em um paciente com traqueostomia sem o medo e desconforto do paciente?

Sabemos que é necessário auxiliar o movimento em pessoas pós-queimadura para evitar aderências. A dor é um dos sintomas comuns que impedem que o fisioterapeuta utilize recursos cinesioterápicos nesses pacientes. Como seria se o fisioterapeuta pudesse ter um recurso para reduzir ou eliminar a dor do paciente para fazer os exercícios?

O uso de recursos eletro-termo-fototerápicos é comum entre os fisioterapeutas. Sabemos que esses recursos alteram somente alguns aspectos para modular a dor de um paciente. Como seria se o fisioterapeuta tivesse outros recursos para serem usados ao mesmo tempo capazes de modular outros níveis do sistema nervoso?

Existem evidencias que a expectativa do paciente e a credibilidade que o tratamento passa ao paciente são fatores chaves para o resultado dos recursos utilizados. Como seria se o fisioterapeuta pudesse aumentar a expectativa e a credibilidade ao tratamento através de uma comunicação efetiva?

Sabemos que um paciente, que não anda há muito tempo por conta de uma lesão neurológica ou lesão atlética, por exemplo, deve se recuperar pelo menos parcialmente para retornar gradativamente às suas tarefas. 

Como seria se ele pudesse retornar às suas tarefas mesmo ainda com dor e sem conseguir se mover (sem desconforto e sem risco de piora)?

Como seria se o fisioterapeuta pudesse potencializar qualquer recurso, somente combinando um único recurso adicional?

O COFFITO define Fisioterapia como uma ciência da saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas. Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos estudos da biologia, das ciências morfológicas, das ciências fisiológicas, das patologias, da bioquímica, biofísica, biomecânica, cinesia, da sinergia funcional, e da cinesia patológica de órgãos e  sistemas do corpo humano. Fundamenta suas ações também em mecanismos terapêuticos sistematizados  pelos estudos das disciplinas comportamentais e sociais.

Devido á necessidade atual de integrar conhecimentos e tratar o paciente em suas diversas dimensões (sensorial, afetiva, motivacional, cognitiva e comportamental), o COFFITO regulamentou a prática da Hipnose como um recurso adicional no ambiente fisioterápico (Resolução COFFITO N.380, 2010).

Muitas evidencias à favor da hipnose estão surgindo após o desenvolvimento de exames de imagens. A área da hipnose mais bem estudada está relacionada ao manejo da dor. A necessidade de abordar os aspectos biopsicossociais na dor 1 está direcionando a atenção da comunidade científica para a hipnose. Já foi evidenciado que a hipnose pode exercer influências em diferentes locais do sistema nervoso relacionados à dor 2,3, existem ensaios clínicos confiáveis que demonstram a eficácia do treinamento de auto-hipnose para o manejo da dor crônica 4,5,6 e há um entendimento cada vez maior sobre pacientes com dor crônica e como a hipnose pode ser utilizada nesse contexto.

 

Fonte: mapadador.com. br/hipnose-na-fisioterapia